Barbosa é alvo de críticas na posse de novo presidente
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Folhapress 
Brasília - O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa foi alvo de críticas veladas durante a posse de seu sucessor, ministro Ricardo Lewandowski, no comando da Corte, ontem. Alvo dos discursos proferidos pelo ministro Marco Aurélio Mello e pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Côelho, o ex-presidente Barbosa, num ato incomum para o Judiciário, sequer compareceu ao evento.
Ao fazer o discurso de saudação a Lewandowski, Mello disse que a maneira como o presidente do tribunal se relaciona com os pares influencia a qualidade das decisões e, por isso, é preciso impedir que "desacordos em votos" afetem a convivência entre os demais. "(O presidente deve) ser um algodão entre os cristais, o exemplo maior de tolerância com as ópticas dissonantes, não permitindo que desacordos em votos afetem a interação", disse. A fala fez referência aos embates protagonizados entre Barbosa e Lewandowski no processo do mensalão.
Na posse de ontem, após o discurso de Mello, foi a vez do presidente da OAB afirmar que ministros do Supremo não devem buscar a "popularidade", mas sim a credibilidade. Ele ainda elogiou Lewandowski dizendo que o novo presidente não tentaria ser maior que o STF. "Lewandowski possui a necessária e exata compreensão de que as instituições ultrapassam em importância os seus dirigentes. O messianismo deve ceder à racionalidade", disse.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por sua vez, fez um discurso mais ameno e pregou o diálogo como forma de promover o avanço entre as instituições. "Dialogar não representa abrir mão de deveres institucionais, tampouco da a autonomia inerente a cada poder. O diálogo é o amalgama necessário à estabilidade institucional, de modo a permitir o avanço democrático", disse Janot.


