Barbosa descarta quebra de contrato do transporte
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segunda-feira, 06 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O prefeito Barbosa Neto (PDT) minimizou ontem o relatório parcial da Comissão Especial de Investigação (CEI) que estudou a planilha do transporte coletivo e afirmou que será a Justiça que determinará eventual novo valor da tarifa, hoje fixada em R$ 2. Conforme a FOLHA antecipou domingo, os membros da CEI sugeriram, em reunião ontem de manhã, na Câmara, o preço de R$ 1,99 para cobrança do serviço na cidade, executado, atualmente, pelas empresas Francovig e Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Também defendida pelo presidente da comissão, o líder do Executivo na Casa, Joel Garcia (PDT) , a quebra de contrato foi praticamente descartada pelo prefeito, que classificou qualquer ato nesse sentido como medida irresponsável.
Barbosa falou sobre o assunto na primeira coletiva concedida após a viagem de dez dias da qual participou com empresários londrinenses. O grupo percorreu 14 cidades da Alemanha, Itália e Portugal. Entre os resultados práticos, integrantes da comitiva destacaram parcerias com a Universidade de Barcelona, em projetos na área de ortodontia; a retomada de exportação de gado da região norte do estado a uma cooperativa europeia, e o acordo com centros de transferência de tecnologia para transferência de know-how a empreendedores londrinenses.
Apesar dos resultados da comitiva, compilados em um CD-room e em 17 páginas de material impresso, a coletiva foi dominada por assuntos como a área de construção do futuro Teatro Municipal (leia texto nesta página) e a tarifa do transporte.
A respeito do relatório parcial da CEI, que apontou viabilidade de uma tarifa de R$ 1,99 já considerada, nela, reposição de 6% do INPC aos trabalhadores do sistema e indícios de superfaturamento em boa parte dos insumos que a compõem, o prefeito resumiu: A CMTU ainda não recebeu o levantamento relativo ao valor da tarifa, mas não podemos ter paixão em relação a tudo isso. O valor que for levantado pela planilha vamos efetivamente pechinchar, tentar chegar a um acordo, mas não queremos greve nem baixa na qualidade do transporte, afirmou. Preciso ter os elementos em mãos; não os recebemos ainda. Gostaria muito de ser o prefeito que vai ganhar as manchetes dos jornais como o que reduziu a tarifa do transporte, mas sabemos quanto custa isso tudo em Curitiba, o (prefeito) Beto Richa (PSDB) represou o valor e agora há um prejuízo de R$ 600 milhões, disse. Sobre a quebra de contrato defendida por seu líder na Câmara, Barbosa foi enfático: o contrato está perfeito juridicamente.
Eu gostaria muito que a tarifa pudesse baixar, mas vejo de forma muito irresponsável alguém dizer que vai quebrar o contrato. Deve ter alguns elementos que devem ser levados ao Ministério Público, à Justiça e a quem quer que seja. Mas que essa comissão apresente à Justiça e esta diga, porque temos problemas sérios a resolver não é só jogar para a torcida, insinuou. Já fui parlamentar, e não é poder da Câmara ou da Assembleia determinar valor de tarifa nem aqui e nem em lugar nenhum do mundo. É muito simples querer jogar para a torcida, ganhar manchete de jornal e falar que tem que ser tanto, retrucou.
Por outro lado, o chefe do Executivo municipal admitiu que eventuais ponderações, após análise do relatório da CEI por técnicos da Prefeitura, podem ser norteadas por materialidade trazida pela comissão. O que não posso é me basear em declarações pela imprensa.


