A prefeitura de Londrina poderá reapresentar à Câmara o projeto de lei que pede autorização para a venda de quatro áreas nobres na Zona Sul da cidade avaliadas em R$ 31 milhões pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil). A proposta foi rejeitada na sessão de quinta-feira pelos vereadores. O secretário de Governo, Marco Cito, disse que técnicos irão fazer um novo estudo sobre o valor das áreas, principal ponto de polêmica do projeto. A Comissão de Avaliação Municipal estimou que as áreas valiam apenas R$ 19 milhões, o que representa somente cerca de 60% do valor apontado pelo Sincil.
''Acho que os vereadores poderiam ter aprovado o projeto acrescentando uma emenda para que o valor mínimo no edital de licitação, na modalidade leilão, fosse o valor apurado pelo Sincil'', ponderou Cito. ''É muito provável que reapresentemos o projeto porque os buracos são realmente um problema para a cidade e não temos recursos para investimentos no montante necessário.''
Já o prefeito Barbosa Neto (PDT), durante discurso de inauguração de uma academia pública, ontem à tarde, reclamou dos vereadores que votaram contra o projeto. ''Estamos com dificuldade financeira. Ontem, inclusive, precisamos do apoio da Câmara de Vereadores, mas infelizmente quatro vereadores votaram contra o dinheiro que a gente ia ter para tapar os buracos todos da cidade.''
O projeto de lei fixava como preço mínimo uma média aritmética entre as duas avaliações, a da Comissão Municipal e a do Sincil, fazendo com que as áreas fossem estimadas em R$ 25 milhões. ''Mesmo assim, esse valor seria um ponto de partida e, nos leilões, os preços sobem'', defendeu Cito. O assessor da secretaria de Obras, Aguinaldo Rosa, havia explicado que as avaliações do município normalmente têm valores inferiores ao de mercado porque a base é a planta de valores utilizada para o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que está desatualizada.

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