O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), criticou ontem a demora no repasse do valor de R$ 4 milhões em verbas federais por parte do Consórcio de Segurança Pública e Cidadania (Cismel) destinados à segurança pública da cidade. Segundo Barbosa, o presidente do Cismel, Johnny Lehmann (PTB) - também prefeito de Rolândia - estaria atrasando o repasse da verba. Lehmann negou a acusação e disse que a liberação do dinheiro depende de entraves burocráticos.
  ‘‘O dinheiro (cerca de R$ 16 milhões, dos quais R$ 4 milhões são destinados para Londrina) está depositado na conta desde julho. Já poderíamos ter feito os editais para comprar os equipamentos de segurança. Sabemos que há morosidade, que há dificuldade, que há prazos a serem vencidos, etapas a serem cumpridas, mas nos dispusemos a fazer isso por diversas vezes, mas lamentavelmente o prefeito de Rolândia não entendeu dessa forma’’, afirmou Barbosa durante a coletiva semanal à imprensa.
  O prefeito de Londrina ainda afirmou que pediu para que Lehmann cedesse o cargo de presidente na Cismel para outra pessoa, já que ele também é presidente do Cismepar, mas ‘‘ele não quis’’. ‘‘Creio que teríamos muito mais agilidade (na liberação da verba). Temos mais de R$ 4 milhões (para receber) que já poderiam nos ajudar a combater a violência’’, apontou.
  Lehmann, por sua vez, disse que o fato de acumular a presidência dos dois conselhos não está prejudicando o andamento dos trabalhos, como sugeriu Barbosa Neto. Ele confirmou que o dinheiro está depositado na Caixa Econômica Federal em Rolândia, mas que a liberação depende do cumprimento
de uma série de exigências burocráticas estabelecidas pelo Ministério da Justiça, de onde os recursos foram originados. ‘‘O prefeito Barbosa Neto tira conclusões precipitadas de algumas coisas que não conhece ou que está mal informado’’, afirmou Lehmann.
  Ele disse que foi eleito para a presidência do Cismel por unanimidade, inclusive com o voto de Barbosa Neto. ‘‘Essa discussão não leva a lugar nenhum. O que precisamos é nos unir porque a segurança da nossa região está muito ruim e nós precisamos dessas benfeitorias o quanto antes’’, pediu ele.
  Lehmann garantiu que todo este processo é transparente e que qualquer cidadão pode ter acesso à situação dos documentos no próprio Ministério da Justiça.

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