O deputado estadual Barbosa Neto (PDT), anunciou ontem a sua pré-candidatura ao Senado Federal. Segundo o deputado, que cumpre mandato na Assembléia Legislativa, o convite para se candidatar a uma das 28 cadeiras em disputa do Senado em outubro, partiu do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e do presidente do PDT no Paraná, senador Osmar Dias, pré-candidato ao governo do Estado.
''A condição de quarto mais votado nas últimas eleições, mais votado na região, segundo vice-presidente do partido, me credenciam a disputar esse cargo'', avaliou Barbosa, durante a entrevista coletiva. Em 2002, Barbosa obteve 122,1 mil e conquistou seu primeiro mandato. Ele avalia que para o Senado serão necessários de 1,5 milhão a 1,8 milhão de votos. No mesmo ano, foram eleitos Osmar e Flávio Arns (PT), para o Senado, com 2,7 milhões e 1,9 milhão de votos, respectivamente. ''Não está escrito que para ser senador tem que ser primeiro deputado federal, prefeito. É dessa renovação que precisamos.''
Barbosa aposta no ''conhecimento das causas populares'' para garantir a vaga. ''Tenho a sensação que falta renovação na política, alguém que tenha apelo popular, um conhecimento mais profundo das causas populares. A convivência no Senado distancia, entorpece quem está no poder. Acredito na vocação legislativa que acredito possuir'', justificou.
Perguntado se a decisão em disputar um mandato de oito anos no Senado adia os planos de se candidatar a prefeito como em 2000 e 2004 , Barbosa desconversou. ''Agora me concentro em pensarmos em ser senador. Acredito que teremos nas próximas eleições a unificação das eleições. Não é justo fazer uma eleição pensando em outra eleição. É um exercício de futurologia prever o que vai acontecer daqui três anos'', disse. Ele refutou a hipótese em se candidatar à chefia do Executivo municipal caso seja eleito senador. ''Seria uma irresponsabilidade (deixar o cargo com dois anos de mandato). Quero representar o povo do Paraná.''
O deputado admitiu que a verticalização dificulta a composição de uma coligação forte em torno da candidatura de Osmar ao Palácio Iguaçu. ''Queremos o senador candidato ao governo, independentemente da verticalização ou das coligações que possam acontecer. (A verticalização) dificulta, mas não inviabiliza (a candidatura de Osmar Dias ao governo). Vou fazer uma campanha franciscana, humilde, como fiz para deputado estadual.''
O calendário eleitoral de 2006 estabelece que as candidaturas deverão ser homologadas até o dia 30 de junho.

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