O prefeito Barbosa Neto (PDT) amenizou na manhã de ontem, na entrevista semanal à imprensa, a disputa política entre as administrações de Londrina e Maringá em relação aos kits de materiais escolares, e afirmou até que admira o prefeito Sílvio Barros (PP). Na sequência, contudo, o pedetista voltou a questionar a qualidade dos produtos adquiridos em Maringá e aproveitou para indiretamente alfinetar o vereador Joel Garcia (PP), autor do Kit ''cara de pau''.
''Eu não tenho nada contra o prefeito Sílvio Barros, muito pelo contrário. Admiro, gosto muito dele. Liguei para ele. Mas não se trata de uma rivalidade. O clássico que temos que ter com Maringá é no Estádio do Café, no futebol ou no futsal. Com todo o respeito, eu adoro o povo de Maringá, adoro o prefeito Sílvio Barros. Não estou aqui me digladiando com ele'', disse o pedetista.
A disputa começou quando Barbosa Neto criticou os materiais distribuídos na outra cidade e Barros revidou, encaminhando um kit para que a administração comprovasse a qualidade. No último sábado, os secretários de Londrina Marco Cito (Governo) e Karin Sabec (Educação) foram no Calçadão mostrar a diferença dos kits à população, o que acabou gerando mais polêmica.
O último episódio envolvendo os kits foi protagonizado pelo vereador Joel Garcia (PP), que na terça-feira levou os kits de Maringá para a Câmara de Londrina junto com um kit ''cara de pau'', com produtos como óleo de peroba, lixa e flanela, numa crítica a Barbosa Neto. Ainda segundo Joel Garcia, o kit de Maringá exibido no Calçadão não estava completo.
''Eu vi o kit que eles nos mandaram. Aliás, deve ter muito kit lá, porque estão oferecendo a torto e a direito para todos os vereadores. Deve estar faltando para alunos de lá'', alfinetou Barbosa Neto. ''Aliás, Maringá não conseguiu inclusive entregar o material. Nós aqui tivemos o cuidado (no edital) de que o capital social da empresa tem que ser no mínimo 10% do que vai ser entregue.''
Por fim, Barbosa Neto voltou a questionar a qualidade dos produtos de Maringá. ''O apontador deles não tem recipiente, a qualidade do nosso lápis é brasileira. Quem comparou os materiais viu o gritante distanciamento'', disse ele.
Em relação ao processo de licitação do material escolar, suspenso primeiro pela administração e depois por força de uma liminar, o prefeito admitiu que ''sua vontade'' é terminar o que foi iniciado, mas que não pode manter a licitação enquanto houver ''um bloqueio da Justiça''.

mockup