A Procuradoria Jurídica de Londrina irá fazer novos estudos acerca do relatório apresentado pela Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara de Vereadores que analisou a planilha do transporte coletivo. Das 29 conclusões apontadas pela comissão, 24 foram aprovadas na última terça-feira pelos vereadores - a mais polêmica pede a anulação do processo de licitação do sistema de transporte.

Em entrevista coletiva concedida ontem, o prefeito Barbosa Neto (PDT) afirmou que ''pretende cumprir o que for obrigação do poder público quanto ao transporte coletivo''. Ele advertiu, porém, que o possível rompimento de contrato recomendado pela comissão implica em ônus para os cofres municipais. ''Não fui eu que fiz esse contrato. A CEI começou antes da minha posse. Não tenho nenhuma dificuldade em acatar os pontos que são positivos. É claro que precisamos respeitar a legalidade quanto a tudo isso'', ressaltou. ''Existe uma indenização milionária que o município tem que pagar. Não é simples assim. Temos o Ministério Público que vai ser ouvido também. Temos a Justiça que recentemente deu ganho de causa para as empresas'', acrescentou.

O rompimento de contrato, no entanto, não foi completamente descartado. ''Se houver elementos suficientes que possam indicar isso, pode ser discutido também. Não sou advogado das empresas, não sou defensor da Câmara. Acho que o próprio relatório é importante mas houve muitos pontos contestáveis em que não houve uma maioria sólida que confirmasse esse trabalho'', analisou.

Barbosa disse ainda que os técnicos da prefeitura estão fazendo cursos de aprimoramento para ter mais condições de acompanhar de forma ''mais científica e técnica'' a questão da elaboração da planilha. Ele acrescentou que agora a administração municipal tem um fôlego para fazer essas análises, uma vez que novo aumento de tarifa pode ser discutida apenas no ano que vem.

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