O prefeito Barbosa Neto (PDT) afirmou ontem que o Executivo Municipal trabalha com um ''plano B'' para a possibilidade de a SP Alimentação suspender o fornecimento de merenda escolar a partir da próxima terça-feira: a solução, segundo o pedetista, seria fracionar o serviço, de forma emergencial, para execução por meio de várias empresas, não mais apenas uma. Barbosa falou sobre a proposta de ''solução emergencial alternativa'' com a FOLHA ontem à tarde, um dia depois de a SP ter protocolado na 10 Vara Cível pedido para que o prefeito seja notificado judicialmente a efetuar, no prazo de 48 horas, o pagamento referente a três anos de reajustes e ''reequilíbrio econômico e financeiro'' no contrato, sob pena de suspensão imediata do serviço. Segundo a empresa, cuja prorrogação do contrato anual de R$ 10 milhões termina no final deste mês, o prejuízo acumulado seria da ordem de R$ 1,5 milhão.
''A gente vai tratar desse assunto, mas espero que não haja uma descontinuidade do serviço, pois estamos a 50 dias do fim do ano letivo'', disse o prefeito, que ressalvou: ''Mas se forem radiciais, temos um plano emergencial, alternativo, com pessoas ligadas ao quadro e também várias empresas participando, dentro já do novo modelo de gestão (o chamado modelo misto), mas em caráter emergencial, fracionado. Já estávamos trabalhando com essa possibilidade''.
No fim do dia, a assessoria de imprensa do Executivo enviou nota informando que uma reunião entre a Secretaria de Gestão e a SP definiu a manutenção da entrega da merenda até o Município ''avaliar se a reivindicação é justa''.

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