O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), diz que recebeu ''com tranquilidade'' a decisão do juiz Mário Nini Azolini que negou o pedido de afastamento do cargo de prefeito como havia solicitado o Ministério Público na ação civil pública que denuncia irregularidades na área de Saúde no município. A afirmação foi feita durante a entrevista coletiva semanal que aconteceu ontem de manhã no começo da Rua Bélgica, onde está sendo realizado um trabalho de recuperação do córrego dos Tucanos.
''Recebi o indeferimento com muita tranquilidade; decisão da Justiça a gente não contesta, a gente tem que realmente acatar'', disse o prefeito. Ele acrescentou que a decisão devolve ''a estabilidade para que a administração continue executando seu trabalho''.
O prefeito afirmou não temer a abertura de uma nova Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara de Vereadores para apurar possíveis irregularidades na área de saúde, assim como fez a operação Antissepsia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). ''Os vereadores têm liberdade para tomar as suas decisões e nós não temos que nos meter em decisão da Câmara; nós não temos ingerência sobre um poder constituído que é o Legislativo; eles tem a função de investigar. Nós estamos fazendo a nossa parte e pela primeira vez não há rolo compressor na Câmara.''
Ao ser questionado sobre como pretende administrar as demandas na área de Saúde daqui para frente, o prefeito respondeu que o setor ''está indo muito bem'' e que está bem próximo daquilo que considera ideal. ''Nós temos certeza que estamos entrando em um estágio que tão logo podemos implementar todas as modificações necessárias na área de sa© úde'', afirmou. Entre as medidas, ele citou o fim da terceirização dos serviços, com os servidores municipais passando a fazer o trabalho no setor, a contratação de novos profissionais através de concursos públicos e o aumento de salários para médicos e enfermeiros.
Sem pré-julgamento
Barbosa Neto disse ainda que iria aguardar a votação do relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Guarda Municipal, que apontam responsabilidades do então secretário de Gestão Pública, Marco Antonio Cito, e que também não pretende afastar de forma preventiva o secretário de Planejamento, Fábio Passos Góes, acusado de intermediar repasse de recursos para a esposa do prefeito, Ana Laura Lino. ''Nós estamos sendo o mais transparente possível, só que há uma presunção de inocência. A gente não pode condenar as pessoas através de manchetes de jornal e de colocações que ainda estão no âmbito investigatório; eu não posso me antecipar porque isso é regime de exceção, é linchamento (político)'', disse o prefeito.

mockup