O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) subiu ontem à tribuna para ser o primeiro a encaminhar denúncias à Corregedoria-Geral da União. As supostas irregularidades ocorridas no Banpará - Banco do Estado do Pará, durante o governo do então governador Jader Barbalho, e os possíveis problemas de pagamentos de precatórios do DNER - Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, pelo ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, foram os dois primeiros alvos de ACM.
O senador baiano disse ter ainda ‘‘muita munição’’ para ajudar a corregedora e encaminhou toda a documentação disponível sobre o assunto. Mas a nova corregedora, Anadyr de Mendonça Rodrigues, corre o risco de ter sua ação limitada no governo porque seu cargo é de ministra, mesmo nível hierárquico contra quem algumas denúncias são feitas.
Parlamentares da oposição entendem que a solução correta seria a criação da figura de um ouvidor, a exemplo do que existe na Suécia e Alemanha, funcionando como um poder independente. Ressaltam ainda que, em hipótese alguma, o novo cargo poderia ser vinculado à Presidência da República, porque isso limita a sua possibilidade de investigar.
A corregedora Anadyr informou no final da tarde que ainda não havia recebido as denúncias do senador Antonio Carlos. Avisou, entretanto, que estava aberta a receber ‘‘com o maior prazer’’ não só as denúncias dele como a de qualquer outra pessoa que estivesse disposta a colaborar com o novo órgão. No seu primeiro dia de trabalho, Anadyr Rodrigues apenas pediu os casos que estão em andamento para iniciar os trabalhos de análise.
(Agência Estado)

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