Banestado tenta tirar funcionário da prisão em Foz
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quarta-feira, 26 de julho de 2000
Guilherme Gouveia De Foz do Iguaçu Especial para a Folha 
O departamento jurídico do Banestado entrou ontem com um pedido de habeas-corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, solicitando a liberdade provisória de Victor Hugo Nunes Sosa, funcionário do Banco Del Paraná, braço do Banestado em Ciudad del Este (Paraguai). Victor foi preso em flagrante pela Polícia Federal no dia 12, portando cerca de 800 cheques, no valor superior a R$ 1 milhão. A prisão foi baseada na suspeita de que os cheques seriam utilizados na lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilegais no Brasil, como o narcotráfico.
O juiz federal substituto, Emmerson Gazda, da 1ª Vara Federal Criminal, fixou anteontem o pagamento de caução de R$ 500 mil para conceder a liberdade provisória do indiciado que ainda está preso da delegacia da PF em Foz do Iguaçu. O delegado da PF, Eudes Carneiro, disse que até a tarde de ontem não recebera nenhum pedido de alvará de soltura determinado pelo juiz responsável pelo processo.
Um das alegações do Banestado para não pagar a caução, seria o fato de o banco não encontrar mecanismos específicos para empregar recursos em um caso que envolve uma pessoa física, isto é, Sosa.
Segundo o juiz Emmerson Gazda, as investigações da PF levam a crer que o dinheiro seria depositado com a aparência de lícito e que poderia voltar ao Brasil com a imagem de legal ao seu real proprietário. A fixação do alto valor da caução deve-se à necessidade de se estabelecer uma forte vinculação financeira, forte o suficiente para evitar que o preso abandone o distrito da culpa e se sinta absolutamente impedido de continuar sua carreira pela criminalidade, justifica.


