Em nota publicada na edição de hoje dos principais jornais do Paraná, a Banestado S/A Corretora de Títulos e Valores Mobiliários se diz vítima de ‘‘acusações precipitadas e injustificadas’’ e pede providências ao Banco Central para que promova a responsabilização penal dos autores das ‘‘denúncias infundadas’’.
A Banestado Corretora é apontada pela CPI dos Títulos Públicos como a segunda maior financiadora do esquema de emissão irregular de títulos de Pernambuco, Alagoas, Santa Catarina, Osasco e Guarulhos.
Este é o primeiro pronunciamento oficial da Banestado Corretora. A nota diz que a compra e venda de títulos públicos é uma operação normal em todo o mercado de capitais e que a CPI dos Títulos Públicos deve esclarecer se a venda primária dos títulos sob investigação, através de leilões, teve ampla divulgação. A Banestado Corretora insinua que os leilões primários foram dirigidos e que a ilegalidade estaria nessas primeiras operações.
Mas a nota não cita os valores de compra dos títulos sob investigação e não esclarece de quais corretoras os papéis foram adquiridos no mercado secundário, qual o deságio original dos títulos e quais os seus valores de face. Os diretores da Banestado Corretora e do Banestado continuam evitando o contato direto com a Imprensa.
CPIOs deputados da oposição começaram a articular ontem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia Legislativa para investigar as operações de títulos públicos realizadas por corretoras e instituições financeiras ligadas ao Banestado.

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