Albari RosaExplicaçõesMurta e Miguel Salomão, Secretário da Fazenda, na mira de fogo da CPI dos Títulos Públicos O presidente do Banestado, Domingos Murta Ramalho, disse ontem que a Banestado Corretora comprou títulos públicos emitidos por 20 Estado brasileiros, além dos de Pernambuco, Santa Catarina e Alagoas, que estão sob investigação da CPI no Senado. Segundo Murta, a rentabilidade dos títulos de Pernambuco, Alagoas e Santa Catarina é maior que a dos demais Estados.
‘‘A única coisa que terei que explicar na CPI, quando for convocado, é o por que o Banestado carrega em sua carteira títulos de Pernambuco, Alagoas, Santa Catarina, Osasco e Guarulhos. Nós carregamos títulos de mais de 20 Estados porque são altamente rentáveis. Compramos os títulos de Alagoas com deságio de 0,5% e eles nos renderam mais de 20%. A rentabilidade do título do Paraná é menor que isso’’, afirmou.
Murta disse que a compra de títulos públicos garantiu um lucro de R$ 22,8 milhões à Banestado Corretora. Segundo ele, os títulos públicos são mais seguros que os privados. ‘‘Nenhum Estado deixa de pagar suas dívidas. No dia que vencer o título, se o Estado não puder pagar, vai rolar para a União’’, explicou.
O presidente do Banestado disse que a auditoria na Leasing, iniciada há três semanas, está em fase final. ‘‘Mandamos apurar se as taxas aplicadas na captação foram compatíveis, se aplicamos os recursos com rentabilidade compatível ao mercado e se houve algum tipo de irregularidade nas operações’’, resumiu.
O governador Jaime Lerner também destacou a seriedade das investigações que estão sendo feitas pelos auditores. ‘‘Só não podemos entrar em coisa histérica e transformar toda denúncia em culpa. Precisamos diferenciar a apuração séria dos precatórios da coisa histérica de alguns desesperados que querem ter aproveitamento político da CPI’’, alertou.

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