O candidato do PDT ao governo do Estado de São Paulo, Francisco Rossi, evitou ontem, durante debate com advogados na OAB-SP, assumir compromissos de trabalhar para reverter a federalização do Banespa, caso seja eleito. Rossi admitiu a possibilidade de fazer algumas tentativas, mas admitiu que dificilmente seria bem sucedido porque o processo de federalização do banco, estágio que antecede a venda do controle acionário para o setor privado, está praticamente consolidado. Ele classificou a questão como ‘‘uma causa quase perdida’’. A situação do Banespa foi um dos assuntos que mereceram mais perguntas da platéia.
Rossi também afirmou que pretende rever o número e o valor dos pedágios nas estradas paulistas, se for eleito. Ele disse que há quatro anos o Estado tinha 41 pedágios e hoje possui 52. Para Rossi, este é o lado perverso das concessões e privatizações das rodovias, porque o custo acaba sendo adicionado aos preços dos produtos transportados.
O candidato anunciou ainda a intenção de construir um anel ferroviário, projeto que afirma estar orçado em R$ 2,7 bilhões, para retirar o transporte de cargas da malha ferroviária interna e melhorar a frequência de trens destinados ao transporte de passageiros na Grande São Paulo. Rossi disse que esse projeto será a sua ‘‘menina dos olhos’’, caso seja eleito.
Como advogado, Rossi disse que considera uma violência o não pagamento de precatórios. Ele afirmou que o governo atual conseguiu sanear as contas do Estado, mas não pagou as ações que perdeu na Justiça. Sem detalhar os mecanismos, Rossi declarou que em seu eventual governo ‘‘deve ser criada uma engenharia financeira para garantir estes pagamentos’’.
Rossi foi o terceiro candidato a participar do ciclo de debates da OAB, sucedendo Marta Suplicy (PT) e Orestes Quércia (PMDB), que compareceram em dias anteriores. Para amanhã está prevista a participação do governador licenciado Mário Covas (PSDB), candidato à reeleição. Segundo a OAB, o candidato Paulo Maluf (PPB) não aceitou o convite para participar do ciclo.

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