Bancos ignoram leilão da folha de pagamento da AL
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Nenhum banco se interessou em administrar a folha de pagamento da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, posta à venda pela atual direção da AL pelo valor mínimo de R$ 6,5 milhões. FOLHA apurou que o valor foi considerado alto pelas instituições financeiras, que fugiram do pregão presencial marcado para a última segunda-feira. Estava em jogo a administração de uma folha de pagamento que chegou a R$ 209 milhões no ano passado, segundo o Portal de Transparência da instituição.
Quem administra hoje as contas dos funcionários da Assembleia são o banco Itaú, que as herdou do Banestado, e o HSBC, que ainda detém carteiras do antigo Bamerindus. O contrato de ambas as instituições financeiras terminam neste ano, na segunda quinzena de dezembro. A AL ainda não sabe como ficará a situação, mas imagina que os pagamentos dos servidores continuarão sendo feitos da mesma forma até a realização de nova licitação ano que vem. FOLHA apurou que, faltando apenas duas semanas para as férias coletivas decretadas pela Mesa Executiva da AL, não há tempo hábil para lançar nova licitação.
A dúvida na direção da Assembleia é para quanto baixar o valor mínimo do negócio, que implica no gerenciamento mensal de R$ 15 milhões. Inicialmente previsto para outubro, o leilão foi remarcado para o final deste ano com modificações que aliviaram o pagamento dos R$ 6,5 milhões pretendidos pela AL. O primeiro edital de licitação previa metade do valor na assinatura do contrato e a outra 30 dias depois. O segundo, que resultou na licitação deserta, o pagamento integral 60 dias após o selamento do acordo.
As instituições financeiras também reclamam que, com o advento da portabilidade dos salários, ''comprar'' a folha de pagamento do poder público virou um negócio menos atrativo. Desde janeiro deste ano, os funcionários do setor público podem escolher o banco em que terão o salário depositado. No setor privado, isso já acontece desde abril de 2007. Cinco anos atrás, quando a Prefeitura de Curitiba vendeu por R$ 140 milhões sua folha de pagamento para o banco Santander, num dos leilões mais disputados do País, o quadro era outro. O preço mínimo de R$ 80 milhões por uma carteira que reunia 39 mil servidores ativos e inativos (R$ 800 milhões de movimentação), atraiu quatro bancos privados, que se digladiaram em duas rodadas de negociação.


