Banco suíço diz que assinatura de Maluf é autêntica
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quinta-feira, 17 de junho de 2004
Agência Estado 
Genebra, Suíça - O banco UBS reagiu ontem à declaração do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), pré-candidato a prefeito de São Paulo, de que carta com a suposta assinatura dele, transferindo US$ 100 milhões da Suíça para contas dos filhos, não é autêntica. O documento faz parte do acervo de 200 quilos de papéis enviados pela Suíça para as autoridades brasileiras. O UBS garante que todos os documentos encaminhados devem ser considerados ''confiáveis''.
Representantes da instituição financeira questionaram as afirmações de Maluf. ''Estamos acostumados com esse discurso de alguns de nossos ex-clientes, alegando que a assinatura em um documento não é deles'', afirma um alto funcionário. ''Dá para entender o seu comportamento.''
Apesar de não querer comentar especificamente sobre a carta, o representante do banco em Zurique alerta que a instituição ''dispõe de formas para julgar se um documento é falso ou não'' e que ''a verificação da autenticidade de documentos é um procedimento normal e óbvio dentro do banco''.
O UBS lembra que os documentos que chegaram ao Brasil passaram também pela Justiça suíça e qualquer dúvida sobre a veracidade dos papéis teria sido comentada pelo juiz de Genebra, Claude Wenger, responsável por reunir toda a papelada sobre Maluf. ''Temos uma boa idéia do que enviamos. Além disso, o juiz de Genebra não enviaria ao Brasil algo duvidoso'', afirmou o representante.
O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo pediu ontem ao perito Ricardo Molina exame grafotécnico das supostas assinaturas do ex-prefeito Paulo Maluf, que constam de documentos bancários que a Justiça da Suíça enviou às autoridades brasileiras. Professor doutor pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, Molina deverá iniciar o trabalho segunda-feira.


