Banco sofreu intervenção em março de 97
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de outubro de 2001
De Curitiba 
O Bamerindus sofreu intervenção do Banco Central em 26 de março de 1997, quando teve seu controle acionário transferido para o grupo inglês Hong Kong and Shangai Banking Corporation (HSBC). Cinco dias mais tarde, o Proer repassou R$ 2,5 bilhões ao banco. E R$ 2,55 bilhões à Caixa Econômica Federal (CEF) para que comprasse a carteira de crédito imobiliário do Bamerindus. Em maio, quando foi decretada a liquidação extrajudicial, novo repasse do Proer destinou R$ 445 milhões ao Bamerindus. No total, o banco recebeu R$ 5,8 bilhões.
Em seu depoimento à CPI do Proer, na semana passada, o ex-presidente do banco José Eduardo de Andrade Vieira acusou o governo federal de ser responsável pelas dificuldades que o banco atravessou. Na ocasião, José Eduardo reforçou as acusações contra diretores do Banco Central. Segundo ele, houve uma ação deliberada por parte das autoridades monetárias para prejudicar o Bamerindus.
''Houve uma clara omissão do Banco Central para terminar com a boataria, como fez em outras ocasiões'', disse José Eduardo. Ele também afirmou que durante o processo de liquidação, muitos ativos do banco foram subavaliados e depois vendidos.
Na semana passada, José Eduardo ingressou com duas ações na Justiça Federal, em Curitiba, contestando o processo de transferência da instituição para o HSBC. O Proer injetou R$ 27 bilhões em sete instituições financeiras com dificuldades de caixa. Receberam ajuda do Proer os bancos Econômico, Nacional, Bamerindus, Banorte, Pontual, Antonio Queiroz e Mercantil. (R.H.)


