O Banco Mundial (Bird) comunicou ontem aos governos de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul a decisão de suspender, inicialmente por 60 dias, os empréstimos já aprovados para projetos em curso, financiados pela instituição. A decisão do Bird foi tomada depois de ter sido informado, pelo Ministério da Fazenda, que os dois Estados estavam inadimplentes e diziam não poder pagar as dívidas ao governo federal. No total, são cinco projetos de US$ 605 milhões. Mas, desse total, faltava desembolsar apenas US$ 208,9 milhões.
A suspensão vai vigorar a partir de amanhã (29) e até o fim de março, podendo ser estendida por outros 60 dias, caso a atual situação piore ou se mantenha inalterada. Anteontem, o Bird comunicara a decisão de suspender a concessão de novos empréstimos a Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O motivo é que, para fechar qualquer acordo, o banco precisa de garantias do governo federal - algo que não terá.
Num comunicado, o Bird explica que se preocupou em causar ‘‘o menor impacto possível sobre os beneficiários dos projetos em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul’’, uma vez que a prioridade da instituição é o ‘‘desenvolvimento de seus países membros’’.

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