BRASÍLIA - O banco do Estado do Paraná (Banestado) recebeu o segundo maior volume de dinheiro destinado pelas corretoras envolvidas no escândalo dos precatórios, a partir do Banco do Estado de Rondônia (Beron), para a fronteira do Paraguai. O Banco do Brasil (BB) foi o terceiro em volume. Do R$ 1 bilhão movimentado pelas corretoras no Beron, R$ 290 milhões seriam referentes a títulos públicos para pagamento de precatórios e R$ 268,6 milhões foram parar em contas de não-residentes no Brasil abertas no Banestado de Foz do Iguaçu e Campo Grande. Outros R$ 172 milhões caíram em contas do Banco do Brasil em Foz de Iguaçu e em Londrina.
‘‘Eles (Banestado) foram a segunda maior lavanderia’’, disse o senador Romeu Tuma (PFL-SP). Encarregado pela CPI dos Títulos Públicos de tentar rastrear o lucro obtido pela ‘‘corrente da felicidade’’, Tuma conversou na noite de segunda-feira com os diretores do Banestado, depois que eles prestaram depoimento. ‘‘O Banestado foi surpreendido e disse que vai fazer uma auditoria’’, contou o senador.
Quanto ao Banco do Brasil, a CPI ainda não tomou providências. Ninguém do BB foi chamado para prestar esclarecimentos. Somente o Banco Rural - por onde passaram R$ 405 milhões originários do Beron e transferidos para a conta do banco paraguaio Corfan - ultrapassa o Banestado e o Banco do Brasil em volume de recursos.
No Banestado, a maior parte dos R$ 268 milhões - R$ 133 milhões - foi depositado na conta do Banco del Parana. Outros R$ 69 milhões caíram na conta do Banco Integracion. As duas instituições são paraguaias. Entre as pessoas físicas beneficiadas estão Saturnino Ramirez Zarate, com R$ 30 milhões, e Oscar Bogado Cantelo, provavelmente paraguaios, com R$ 15 milhões.

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