Banco do Brasil terá 30 licitações em 21 dias
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de dezembro de 2018
Cláudio Humberto 
"Se alguém incorreu em crime, foi o ministro"
Marcus Vinícius Ramos Gonçalves, advogado, sobre a exibição de força do ministro Lewandowski
Banco do Brasil terá 30 licitações em 21 dias
O Banco do Brasil tem atualmente 30 processos de licitação abertos e pendentes, na fase de "acolhimento de propostas". Todas os certames devem ser finalizados até o fim deste ano. Mais de uma concorrência pública por dia, algumas milionárias. Na terça (4), denúncia do site Diário do Poder em poucas horas provocou a suspensão de suspeita licitação de R$ 118 milhões para "agências de marketing promocional".
Insistência no esquema
Fontes do BB garantem que o esquema suspeitíssimo para escolher agências "promo" não morreu. "Foi suspensa só até baixar a poeira".
Culpa de Temer
O governo federal não apita mais em empresas públicas como o Banco do Brasil, desde a vigência da "lei das estatais", criada por Temer.
Que acionista
Além de perder autoridade e mesmo sendo acionista majoritário, o governo federal tem suas demandas ignoradas por estatais como o BB.
Diferentes tipos
As licitações do BB são variadas. De serviços de limpeza a telefonia. Mas todas marcadas para ocorrer em 2018. Para o BB "é normal".
'Pipoqueiro', líder da OAB cala sobre Lewandowski
O presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, consolida a reputação de evitar "bolas divididas", construída durante sua gestão, caracterizando o que em futebol torcedores chamam de "pipoqueiro". Lamachia faz silêncio constrangedor sobre o caso que indignou o País, em que um advogado alega ter sido vítima de abuso de autoridade do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma vergonha
O advogado Cristiano Caiado de Acioli foi ameaçado de prisão pelo ministro por ter dito, de forma civilizada, que o "STF é uma vergonha".
Brasileiros contra
O caso provocou revolta. Enquete da Rádio Bandeirantes de São Paulo apurou que 87% dos ouvintes concordam com o advogado.
Empurra, barriga
Lamachia continua driblando cobranças de posicionamento. Nesta sexta (7), sua assessoria informou que o caso é da alçada da OAB-DF.
Fome de conforto
Os indicadores sociais no Maranhão continuam entre os piores das Américas, mas o governo Flávio Dino (PCdoB) acha relevante gastar R$ 23,4 milhões em divisórias, forros e persianas. Esses comunas...
E a mea culpa, nada?
Encontro da Fundação Perseu Abramo, do PT, "discute a direita". Poderia aproveitar a presença de Gleisi Hoffman, ré por corrupção, e de Dilma, pedaleira militante, para discutir a esquerda ladra.
Velho cacoete
O futuro ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) repete uma velha ladainha dos que chegam ao poder: em vez de evitar malfeitorias, atacam quem as divulga, insultando o mensageiro.
Menos, coleguinhas
Grandes veículos de imprensa cobrem, com ares de "catástrofe", o fato de 101 das 8.500 vagas deixadas pelos médicos cubanos ainda não foram preenchidas, no País onde existem mais de 500 mil médicos.
Faculdade cinco estrelas
O IDP, faculdade de Direito criada pelo ministro Gilmar Mendes, é agora uma das melhores do Brasil. Ganhou cinco estrelas conferidas aos cursos considerados "excelentes" por professores e coordenadores de curso de todo o País, para o Guia do Estudante, da editora Abril.
#RenanNão
Petição online, no site Chang.org, em repulsa ao eventual retorno de Renan Calheiros à presidência do Senado, recebe adesão rápida de milhares de brasileiros. O objetivo é atingir 1 milhão de assinaturas.
Roraima desamparada
Em Roraima, policiais em greve provocam um caos de tal maneira que a população já não sabe quem é polícia ou bandido. Agem como foras da lei, usando máscaras, queimando pneus. Que vergonha.
Jogo de azar
A MegaSena, que pagou prêmios em menos de 20% dos sorteios deste ano, garante que pagará R$ 30 milhões neste sábado, em Santo Anastácio (SP). Dos 104 sorteios realizados em 2018, apenas 20 tiveram ganhadores.
Pensando bem...
...a sigla OAB está mais para Ordem das Autoridades do Brasil.

PODER SEM PUDOR
Mentir é preciso
Logo após propor um "choque de capitalismo" no Brasil, em discurso redigido por Jorge Serpa sob encomenda de Roberto Marinho, o candidato tucano a presidente em 1989, Mário Covas, foi a uma reunião com 21 capitães da indústria paulista para tentar obter apoio e doações. Falando de improviso, Covas esqueceu o script de Marinho e atacou duramente a Zona Franca de Manaus. Um dos presentes, empresário da área, segredou ao então deputado José Serra:
- Sinceridade, assim, não é possível! Ele tem que mentir um pouco...
___
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br


