O Banestado publicou ontem, na maioria dos jornais paranaenses, uma nota oficial apresentando sua versão para os últimos episódios envolvendo a Banestado Leasing. A abertura do texto da nota, que não traz a assinatura do presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, diz que ‘‘por orientação do governo do Estado do Paraná, foi o próprio Banco do Estado do Paraná que tomou a iniciativa de apurar as denúncias de irregularidades na Banestado Leasing, através de auditoria implantada em outubro de 1996’’.
A nota afirma que o Ministério Público do Paraná foi informado das irregularidades encontradas durante a auditoria interna no dia 30 de abril de 1997, e a Procuradoria da República, no dia 23 de julho. Segundo a diretoria, depois da auditoria ter sido concluída (em 8 de julho de 1997) houve punição administrativa de 16 funcionários, ‘‘sendo que nove deles foram demitidos’’.
A Folha apurou que dos seis ex-funcionários da Leasing denunciados pela Procuradoria da República e pelo MP, dois deles (Ademar Toshihiro Tanaka e Arlei Mário Pinto de Lara) se aposentaram em 1997; três foram demitidos por justa causa (José Edson Carneiro de Souza, Luiz Antônio Eugênio de Lima e Cláudio Ferreira Moreira), e Nacim Jorge André Neto foi demitido sem justa causa.
Sobre a participação do ex-diretor da Leasing Osvaldo Magalhães dos Santos, a nota informa que ele deixou o cargo em 24 de julho de 1996 – ‘‘portanto três meses antes de serem apontadas as primeiras irregularidades e um ano antes da conclusão da auditoria interna’’. Ainda de acordo com o esclarecimento do Banestado, Magalhães prestou esclarecimentos sobre o caso no Senado (na CPI dos Precatórios), na Assembléia, e ‘‘abriu suas contas bancárias, sendo que nada ficou comprovado contra ele até a sua morte, ocorrida em trágico acidente de automóvel em 7 de setembro de 1998’’.
Em nenhum momento a nota faz referências aos nomes dos funcionários punidos, das empresas que fizeram contratos ilegais com a Leasing e dos valores envolvidos nas negociações que, segundo denúncias do MP, envolveram 33 empresas que provocaram um prejuízo já comprovado de R$ 226 milhões (valores atualizados em maio) à instituição. (R.B.N.)

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