O presidente do Banco Opportunity, Daniel Dantas, e o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disseram ontem não terem visto qualquer indício de benefício do governo federal a grupos que participaram do leilão de privatização da Telebrás nas fitas de conversas telefônicas grampeadas de Mendonça de Barros. Dantas garantiu que o Opportunity não foi ’’favorecido no processo’’, como se pode interpretar a partir do diálogo entre Barros e Jair Bilachi.
Na visão de Dantas, ‘‘talvez’’ tenha havido uma preferência em função da ‘‘proficiência (competência) técnica do consórcio’’, formado também pela empresa italiana Telecom. O economista duvidou também da eficiência de uma CPI para investigar o caso. Segundo ele existem dispositivos mais econômicos de apuração.
Já ACM também não viu ‘‘dolo, pelo menos visível, que possa incriminar alguém’’ nas conversas, embora ache que a linguagem utilizada pelo ministro e executivos foi ‘‘inadequada’’. Segundo ACM, as conversas gravadas mostram claramente que a intenção do governo era incentivar os concorrentes.
ACM concorda sobre a ineficiência de uma CPI para o caso - ‘‘geralmente as CPIs fazem muito barilho e não resolvem nada’’. ‘‘Quando o governo entrega essas denúncias ao Ministério Público e à Polícia Federal, faz o que deve fazer’’, defendeu.

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