A representante da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito no Paraná (Fetec), Marisa Stedile, estranhou ontem a agilidade da Justiça em julgar a ação encaminhada pelo presidente da Assembléia. A ação popular que pede a anulação do contrato obrigando o governo a entregar ações de Copel para saldar uma dívida de cerca de R$ 500 milhões com o Banco Itaú foi encaminhada anteontem e no mesmo dia obteve resposta da Justiça.
Segundo ela, ação semelhante foi encaminhada pelos bancários à Justiça em outubro do ano passado e até hoje não houve nenhuma audiência. ''A gente questiona a morosidade da Justiça em julgar ações encaminhadas pelo movimento sindical e a rapidez quando a origem é o governo'', disse Marisa.
Ela também criticou a posição de Hermas Brandão e do ex-secretário de Fazenda Giovani Gionédis ''por se aproveitarem do momento de mobilização popular para tecer críticas e ajuizar ações, que deveriam ter sido feitas muito tempo antes''.

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