Bancários do HSBC protestam contra o banco
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terça-feira, 12 de junho de 2001
Emerson CerviDe Curitiba 
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana começou ontem uma panfletagem em frente às agências do Banco HSBC. A ação ocorre simultaneamente em todas as regiões do País. O objetivo é tornar públicas as denúncias de escutas clandestinas que o banco é acusado de ter feito na sede do sindicato dos bancários e contra clientes da instituição. A denúncia foi feita ao sindicato por um ex-sargento da Polícia Militar que prestou serviços ao HSBC entre 1997 e 2000. O ex-sargento Jorge Luiz Martins também denunciou o esquema ilegal de escuta clandestina aos membros da CPI da Telefonia, que investiga o envolvimento do governo em grampos no Palácio Iguaçu e em comitês políticos. Martins foi expulso da Polícia Militar em março deste ano depois de enfrentar por quase dois anos um processo disciplinar para apurar seu vínculo empregatício.
A frase de ordem dos sindicalistas é HSBC, o banco que escuta você, com a imagem de um diretor de banco com um grampo de cabelo na mão. Além da suposta espionagem, o sindicato apresentou provas de que o banco fazia pagamentos periódicos a delegados de polícia do Paraná. De acordo com o sindicato esse pagamento era pela realização de investigações internas e intimidação de funcionários do banco.
Ontem os panfletos foram distribuídos em todas as agências do banco no centro de Curitiba. A panfletagem é nacional. A comissão de funcionários do HSBC na Confederação Nacional dos Bancários (CNB) está distribuindo os panfletos em todas as agências do banco no Brasil.
De acordo com Messias da Silva, diretor do sindicato dos bancários em Curitiba e integrante da comissão de funcionários do HSBC, a entidade está recebendo denúncias de outras regiões do País. Funcionários do HSBC em Brasília e Fortaleza já entraram em contato com o nosso sindicato para dizer que lá eles também sofriam os mesmos problemas com a polícia, diz o sindicalista. Na Bahia, um policial civil ingressou com ação trabalhista contra a instituição em janeiro deste ano. José Reginaldo Cedraz teria trabalhado de outubro de 1997 a setembro de 2000 como analista de segurança patrimonial. Ele pede pagamento de horas-extras, férias, 13º salário e vale-refeição.


