Bancário protesta oferecendo pedaços de marmelada
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de julho de 2001
De Londrina 
Após um princípio de tumulto causado por simpatizantes, o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati deixou a carceragem do 2º Distrito Policial no início da noite, escoltado por três viaturas do Rone (grupo especial da Polícia Militar).
Alguns populares contrários e favoráveis à soltura permaneceram a tarde toda na frente do 2º DP. O tumulto começou quando o membro do Sindicato dos Bancários de Londrina, Paulo Lima, chegou oferecendo pedaços de marmelada. Uma decisão que surpreende. A marmelada aqui representada é uma questão de Justiça, porque a Justiça não está se comportando como a população gostaria, justificou.
Lima foi agredido por mulheres que estavam esperando o ex-prefeito. O advogado de Belinati, Antonio Carlos de Andrade Vianna, também reagiu verbalmente às provocações.
Preso há quatro dias em uma cela comum, que dividiu com Carlos Júnior, Belinati saiu sem falar com a imprensa. Vianna criticou a demora para a liberação do ex-prefeito. Para prender é sempre rápido, para soltar é uma burocracia terrível. Desde de manhã esperando isso tudo, reclamou.
Segundo um dos advogados de Kakunen Kyosen, Fábio Pereira, os oficiais de Justiça tiveram que ir à casa da juíza substituta da 4ª Vara Criminal, Fabiana Karam, para a assinatura do alvará.
Essa prisão desde o início, foi arbitrária, ilegal e injusta. Contrariou a decisão do Tribunal de Justiça que já havia tomado a decisão, julgando desnecessária a prisão do Belinati, criticou Vianna. Agora vamos aguardar o julgamento do mérito do habeas-corpus.
Do 2º DP, Belinati, advogados e o irmão da vice-governadora Emília Belinati (PTB), Sebastião Salles, foram direto para a chácara da família, no Distrito do Espírito Santo (zona sul). (C.O.)


