Bancadas do PT preparam comitiva para ir ao depoimento de Lula
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segunda-feira, 08 de maio de 2017
Erich Decat<br>Agência Estado 
Brasília - Integrantes da bancada do PT da Câmara e do Senado se organizam para desembarcarem nesta quarta-feira, 10, em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro. O petista é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá. "Mais da metade da bancada deve ir", ressaltou o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP). A expectativa de integrantes do PT é de comparecerem ao menos 10 mil militantes em atos organizados pela Frente Brasil Popular. Além dos deputados, representantes da bancada do PT do Senado também já confirmaram presença nas manifestações previstas iniciarem a partir de amanhã em Curitiba. Segundo lista da liderança da bancada, dos 9 integrantes apenas dois não confirmaram o desembarque na capital paranaense, até o momento.
Em artigo publicado ontem a líder do PT, senadora Gleisi Hoffmann, acusa o juiz Sérgio Moro de ter "lado" e "lidera uma torcida". A petista está entre os citados nas delações realizadas por integrantes da Odebrecht no âmbito das investigações da Lava Jato.
ADIAMENTO
Nesta segunda-feira (8), a defesa de Lula pediu na segunda instância a suspensão do processo - e do depoimento- do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, marcado para quarta-feira (10), em Curitiba. A defesa diz não ter tempo suficiente para analisar documentos da Petrobras relativos ao caso que deveriam ser juntados à ação penal. Os advogados afirmam que haviam pedido documentos da Petrobras relativos à acusação e que o material só foi levado ao processo a partir de 28 de abril. Diz que são 5.000 documentos, com "estimadas cerca de 100 mil páginas", ou 5,42 gigabytes, que estão "sem índice" e foram encaminhados de "forma desorganizada". A acusação do Ministério Público Federal sustenta nesse processo que Lula recebeu propina da empreiteira OAS em troca de benefícios à empresa na Petrobras nos governos petistas. Moro proibiu, na manhã desta segunda, que a defesa grave o depoimento. (Com Folhapress)


