Bancada vai apoiar universidades
Bancada vai apoiar universidades
A bancada federal do Paraná vai fazer lobby em Brasília para que o Conselho Monetário Nacional (CMN) reveja posição e facilite às universidades estaduais a obtenção de financiamentos junto ao Programa de Modernização e Qualificação do Ensino Superior, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A promessa foi feita ontem pelo secretário da Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrhaftig; e aos reitores das universidades estaduais do Paraná, durante reunião, anteontem à noite em Brasília.
Vinte e quatro dos 30 deputados federais paranaenses participaram da conversa. Wahrhaftig e os reitores querem que o Conselho Monetário Nacional permita às instituições de ensino superior do Estado a alienação patrimonial como forma de garantia para a contratação das operações financeiras.
Apenas cinco instituições de ensino públicas brasileiras cumpriram todas as exigências para concorrer ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento, sendo quatro delas do Paraná: as universidades estaduais de Londrina, a de Maringá, de Ponta Grossa e a da Região Oeste que tem centros de ensino em Cascavel, Toledo, Foz do iguaçu, Marechal Cândido Rondon, além de outras extensões.
A resolução do Conselho Nacional, entretanto, travou o processo. A proposta foi bem aceita por todos os parlamentares, que se comprometeram a cerrar fileiras para pressionar o governo a dar excepcionalidade à instituições de ensino superior paranaenses, avaliou Ramiro Wahraftig.
Segundo o secretário, o programa tem por finalidade destinar algo em torno de R$ 500 milhões para projetos de ampliação das universidades públicas e privadas.
Desse total, a metade já foi absorvida pelo sistema particular de ensino, que com certeza necessita muito menos desses recursos do que o sistema público, contabiliza o secretário.
As universidades paranaenses pleiteiam R$ 56 milhões do bolo, o que, segundo levantamento apresentados pelos reitores aos deputados, vai beneficiar cerca de 31 mil alunos de graduação e 4.100 professores, numa área construída de 106.261 metros quadrados. Além da promessa de lobby para pôr fim ao embargo, os deputados firmaram compromisso de criar uma comissão permanente com parlamentares dos três principais partidos PFL, PMDB e PSDB para proteger os interesses das universidades.(L.D.)





