Bancada petista vota contra criação de CPI
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
Brasília - O governo conseguiu ontem enquadrar a bancada do PT no Senado, primeiro movimento que dificulta bastante a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o caso Waldomiro Diniz. Enquanto unificou o discurso dos petistas e dos aliados contra a CPI, o governo obteve vitórias pontuais, mas importantes. O PFL do Senado liberou a sua bancada de 17 senadores. Ou seja, o governo poderá pescar votos pefelistas para evitar a instalação da comissão, especialmente no grupo de Antonio Carlos Magalhães (BA) e Roseana Sarney (MA).
Já o PSDB (11 senadores) recomendou voto pró-CPI, mas não fechou questão. A prioridade do governo foi acabar com a dubiedade da bancada de 13 senadores petistas. Essa estratégia foi fechada em almoço ontem do presidente do PT, José Genoino, com os líderes do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP), do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), e do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP). Também participou o ex-líder do PT no Senado Tião Viana (AC), que havia apoiado a investigação por ''coerência histórica''. ''O PT não dará as assinaturas para a CPI'', disse Genoino. Após o almoço, ele foi conversar com o senador Eduardo Suplicy (SP), defensor da CPI.
A estratégia do PT é, ao enquadrar a bancada no Senado, evitar a CPI, que precisa de 27 adesões (um terço da Casa, segundo o regulamento) para ser instalada. O enquadramento levará o PMDB, que se reúne hoje, a não apoiar a CPI. O governo avalia que, sem PT e PMDB, mais setores do PSDB e do PFL, conseguirá deixar a lista de apoios na casa dos 20 votos, insuficientes para abertura da CPI.
O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), da ala do partido próxima ao governo, defendeu Dirceu. ''Não resvala no ministro José Dirceu porque nenhum de nós na política estamos livres disso. Pode acontecer com qualquer um e evidentemente não é agradável'', afirmou.


