Os 30 deputados do Paraná que assumem hoje suas cadeiras na 53 legislatura da Câmara dos Deputados, estão divididos entre os três candidatos à presidência, Arlindo Chinaglia (PT), Aldo Rebelo (PCdoB) e Gustavo Fruet (PSDB).
Conforme consulta feita pela FOLHA com as lideranças partidárias, entre os deputados paranaenses, o petista é o que deve somar mais votos, 12, seguido de perto pelo tucano, com 10 votos. Outros cinco devem optar pela reeleição de Rebelo e três declararam estar indecisos.
O deputado federal e presidente do PT no Paraná, André Vargas, assegurou que os quatro parlamentares paranaenses e os 84 do partido votarão unidos em Chinaglia. ''Aqui não tem divisão. É uma eleição normal da oposição contra o governo, que tem um candidato com uma hegemonia maior, que é o Chinaglia'', disse.
Apesar da torcida, Vargas acredita que a disputa será levada para o segundo turno. ''Tenho essa impressão, mas vai ser por pouco. Acho que o Chinaglia terá entre 250, 270 votos e eles (Fruet) entre 100 e 115 votos. No Paraná, são grandes as chances de empatar entre o Fruet e o Chinaglia.''
Entre os paranaenses que integram a bancada do PP - partido da base aliada do governo -, Chinaglia é unanimidade. ''É uma definição do partido retirada de uma votação dentro da bancada'', relatou Ricardo Barros. A decisão da bancada será seguida por Dilceu Sperafico e Nelson Meurer.
O PMDB, partido com o maior número de deputados na bancada paranaense (8), está dividido. Segundo o deputado Rodrigo Rocha Loures, após várias tentativas de reunir a bancada, os deputados paranaenses do PMDB deverão optar pelo petista ou pelo comunista. ''Não houve a reunião da bancada por falta de tempo e neste momento a bancada está dividida entre o apoio à orientação do partido, o Chinaglia, e simpatizantes da candidatura do Aldo. Como o PMDB é um partido de apoio à coalizão da base do governo e ambos candidatos não são de oposição, ficou combinado que a bancada do Paraná vai fazer a sua opção entre os que são representantes da coalizão'', relatou.
''Vou acompanhar a candidatura do Aldo e me encontro nessa situação, são duas candidaturas da situação e uma da oposição. O fato do Gustavo ser paranaense é um ponto comum entre nós mas também estamos em partidos políticos diferentes e não posso defender a fidelidade partidária ontem e ser contrário hoje. Entendo que a candidatura do Aldo é mais representativa, mais experiente e alerta que para preservar a coalizão é preciso de que todos partidos tenham igualdade e equilíbrio na composição da Mesa e das comissões que vão ser escolhidas'', complementou Loures. ''Neste momento, os votos estão quatro a quatro. Pelas conversas que tive nos últimos dias, também devem optar pelo Aldo o Hermes Parcianello, o (Max Rosenmann) e o (Hidekazu) Takayama. Votam no Arlindo o (Reinhold) Stephanes e o (Moacir) Micheleto. Não falei ainda com o (Odílio) Balbinoti'', contabilizou.
Osmar Serraglio (PMDB), que não foi nominado pelo companheiro, disse que irá votar no petista. ''Por decisão do partido. Também devem votar no Chinaglia o Balbinoti e o Micheletto'', disse. O assessor de Stephanes confirmou que o deputado votará em Chinaglia.
Loures ainda salientou que a ''orientação partidária'' vale só para o primeiro turno. ''Se houver um segundo turno entre o Gustavo e o Arlindo é um quadro totalmente novo.''
O único representante do PTB do Paraná na Câmara, Alex Canziani, deve acompanhar a decisão do partido. ''Vou votar em Arlindo Chinaglia'', declarou. A bancada petebista conta com 25 deputados.
O PDT, que tem 24 deputados, anunciou ontem o apoio a Rebelo. O único representante da sigla no Paraná, Barbosa Neto, disse que irá seguir a orientação do partido. ''Vou votar no Aldo.''
Os dois deputados do PL do Paraná, Chico da Princesa e Fernando Giacobo, declararam - através da assessoria - que ainda estão indecisos. O partido apóia Chinaglia.

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