A bancada de oposição na Assembléia Legislativa (AL) está convicta de que o Ministério Público vai investigar a venda de 45% das Ações da Sercomtel para a Copel, um negócio de R$ 186 milhões realizado em maio de 98. O promotor Cláudio Esteves – da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) – não descartou essa possibilidade. ‘‘É quase certo que iniciaremos uma investigação específica sobre o assunto’’, afirmou o promotor, sem mencionar prazo para o início desses trabalhos. Os deputados suspeitam que houve um desvio de pelo pelo menos R$ 12 milhões nessa transação.
Os deputados deixaram aos promotores documentos sobre a transação entre as duas empresas e que seriam usadas na CPI, arquivada em maio do ano passado, um dia depois de ser instalada na AL. Atualmente há cinco comissões instaladas e a oposição tentará aprovar um decreto legislativo, autorizando a reabertura da CPI Copel/Sercomtel. A tática será tentar uma mobilização popular para pressionar os deputados. ‘‘O governo não deixa passar, somos 14 contra 40 e vamos buscar apoio popular’’, afirmou o deputado Hermes Fonseca (PT). O líder da bancada de oposição, Irineu Colombo (PT), defende uma CPI paralela caso os deputados rejeitem a abertura da CPI.
Ontem à tarde, os oito deputados de oposição que vieram a Londrina conversaram por cerca de uma hora com o ex-diretor da Comurb, Eduardo Alonso e o publicitário Waurides Brevilheri Júnior, réus e testemunhas nas investigações sobre o Caso Ama/Comurb. Alonso preferiu não falar sobre o encontro. ‘‘Entreguei um papel com quatro assinaturas, do Rubens Pavan (presidente da Copel), do prefeito Antonio Belinati e dois diretores da Copel’’, resumiu. Waurides Júnior também entregou documentos mas disse que as informações não poderiam ser divulgadas para não atrapalhar as investigações.

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