Bancada do PR defende 28,4%
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Fábio Cavazotti<br> Reportagem Local 
Deputados federais do Paraná ouvidos pela Folha se declararam contrários à aprovação de decreto legislativo no plenário da Câmara Federal visando manter o aumento de 90,7% nos salários dos parlamentares - de R$ 12.487 para R$ 24.500. A maior parte da bancada pretende votar a favor do aumento no limite de 28,4%, que é a inflação acumulada dos últimos quatro anos. Se a opinião prevalecer, deputados federais e senadores passarão a receber R$ R$ 16.500 na próxima legislatura - de 2007 a 2011. A necessidade de um novo decreto para permitir o reajuste foi introduzida ontem pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os deputados localizados ontem pela Folha, posicionaram-se contrariamente ao aumento de 90,7% Alex Canziani (PTB), Eduardo Sciarra (PFL), Osmar Serraglio (PMDB), Dilceu Sperafico (PP), Luis Carlos Hauly (PSDB), Chico da Princesa (PL), Hidekazu Takayama (PMDB), Irineu Colombo (PT), Doutor Rosinha (PT), Dra. Clair (PT), Selma Schons (PT), Gustavo Fruet (PSDB) e Afonso Camargo (PSDB).
A divergência de opinião na bancada paranaense está no argumento utilizado para justificar o posicionamento. O deputado federal, Hidekazu Takayama, por exemplo, não escondeu que seu voto foi definido pela má repercussão do aumento de 90,7% entre a população. De acordo com ele, o índice inicial era ''justo'' porque os deputados têm ''altos gastos com assistencialismo''.
O deputado Dilceu Sperafico, que também acredita na reversão momentânea do aumento por causa da repercussão negativa, evitou fazer prognóstico sobre o resultado da votação em plenário. Pessoalmente, ele disse que só votará a favor da ''atualização inflacionária''.
O deputado Osmar Serraglio afirmou que o Congresso tem que tratar a questão salarial com cuidado. ''Se for para nivelar pelo teto, sou contra. Acho que aumento somente para corrigir a inflação.'' Também devem votar a favor da reposição da inflação os deputados Eduardo Sciarra, Alex Canziani, Irineu Colombo, Gustavo Fruet, Selma Schons, Afonso Camargo e Chico da Princesa.
O único deputado ouvido pela Folha que se disse contrário a qualquer índice de aumento é Dr. Rosinha. A deputada Dra. Clair, afirmou que só aceita aumento se houver vinculação ''à retirada das verbas indenizatórias''.
(Colaboraram Marcos Martins e Luciana Pombo)


