Curitiba - Depois de muito namoro com o PSDB, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa do Paraná anunciou, ontem, a posição dos parlamentares de aderir à bancada da base aliada ao governador Beto Richa (PSDB). Para sacramentar a decisão, os deputados ofereceram um jantar ao governador, ontem, na casa do líder da bancada peemedebista Caíto Quintana. Com a decisão dos peemedebistas, a oposição ao governo tucano na Assembleia ficará restrita aos sete deputados do PT, já que os outros partidos já compõem a base de apoio ao governo.
Todos os 12 deputados estaduais do PMDB confirmaram, à tarde, durante sessão na AL, presença no jantar, inclusive Antonio Anibelli Neto, único que se posicionou contra a adesão ao governo tucano. ''Vou num jantar na casa do líder do PMDB como convidado para uma conversa'', explicou Anibelli Neto, que disse que vai manter posição ''independente'' no plenário. ''Quando eu acreditar em um projeto do governo, vou dizer sim. Se não concordar, vou subir na tribuna e falar'', afirmou.
Anibelli Neto argumentou, ainda, que tem compromisso com seus eleitores, que votaram em um candidato que defende as bandeiras do PMDB. Neto contou, ainda, que antes de tomar posição, reuniu-se com o senador Roberto Requião e outras lideranças políticas de seu grupo interno do PMDB. ''Acho que o melhor é eu me tornar independente. O importante é ter uma posição, ser mais um não vale a pena'', disse.
Os demais deputados peemedebistas, no entanto, ainda apostavam, ontem, em mudança de posição de Anibelli Neto. ''Se ele não aderir, vai ficar abraçado com quem, com Doático?'', questionou Reinhold Stephanes Junior, lembrando que não está assumindo posições contrárias a sua história política, já que nunca fez parte do grupo de Requião.
Os deputados negam que a adesão à bancada aliada tenha fins políticos. ''Não é uma aproximação fisiológica, de toma lá da cá. Estamos nos aproximando por entender que Beto Richa está fazendo um bom governo'', disse, ressaltando que a maioria dos deputados do partido já tinham posições próximas as do governo estadual. Para selar a adesão, os deputados do PMDB levaram algumas reivindicações ao governador, entre elas a retirada da Copel e da Sanepar da proposta de criação da Agência Reguladora.
Como era esperado, o ex-governador Requião reagiu mal à decisão dos deputados. Por meio de seu twiteer, ele postou frases como ''Vírus terríveis ameaçam a sobrevivência do PMDB no Paraná''. ''Tristeza com os companheiros da Assembleia'' e ''no jantar servirão o fígado de seus eleitores''. Nereu Moura disse que na próxima semana, viajará com alguns deputados a Brasília para conversar sobre o assunto com lideranças nacionais do PMDB, entre eles o vice-presidente Michel Temer e senadores do partido. ''Mas não vamos dar satisfação nem pedir a benção, vamos comunicar a decisão da bancada'', disse.

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