A bancada do PT na Câmara de Vereadores de Curitiba apresentou pedido de informações à prefeitura, ontem, sobre pagamentos de horas-extras a funcionários comissionados (indicados por critérios políticos). Durante atividade de campanha do PT no último final de semana, um dos vereadores petistas foi informado por cabos eleitorais do PFL que funcionários do município estariam recebendo horas-extras para ‘‘vestir a camisa’’ em prol da reeleição do prefeito Cassio Taniguchi aos sábados e domingos que antecedem o segundo turno.
No pedido de informações, os vereadores da oposição querem que a adminsitração municipal forneça um demonstrativo do número de horas-extras pagas a funcionários comissionados desde o início do ano. Os vereadores querem saber quanto cada Secretaria Municipal gasta com o pagamento de horas-extras hoje e quanto gastava antes do início da campanha. A oposição tenta ainda provar que a Prefeitura de Curitiba está se valendo da estrutura para forçar os funcionários públicos municipais a fazerem campanha contra o candidato do PT, Ângelo Vanhoni.
A prefeitura nega a abordagem e considera absurda a acusação. De acordo com a assessoria de imprensa de Cassio, os funcionários comissionados não têm direito a hora-extra e só fazem campanha fora do expediente. O Departamento de Administração de Pessoal, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Recursos Humanos, apresentou números ontem, comparando os gastos com horas-extras em 1999 e neste ano, relativos a funcionários de carreira. Em julho de 99, foram dispensados R$ 190,5 mil. Neste ano, R$ 236,9 mil. O aumento de 24% foi explicado pela assessoria do prefeito. O incremento na folha de horas-extras ficou por conta da campanha da vacinação.
Em agosto também houve aumento de 28%, devido à cessão de 300 funcionários no trabalho de limpeza do óleo vazado pela Refinaria Presidente Getúlio Vargas em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Em agosto de 99, foram gastos R$ 179,1 mil e em agosto deste ano, R$ 229,8 mil. Nos meses de setembro e outubro, período pré-eleitoral, alega a prefeitura, os valores ficaram estáveis. Uma média de R$ 240 mil de horas-extras em setembro e de R$ 215 mil em outubro.
A assessoria de Cassio rebate ainda as suspeitas da oposição quanto ao crescimento de concessões de férias em período pré-eleitoral. Em agosto do ano passado, houve 371 pedidos de férias. Neste ano, 375 no mesmo mês. Em setembro de 99, 361. No mesmo período, neste ano, 85. Em outubro: 411, no ano passado, e 358 neste ano.