O deputado federal Marcelo Almeida (PMDB), líder da bancada do Paraná na Câmara Federal, diz que os parlamentares paranaenses "defendem a reeleição" ao diminuir o número de municípios a que destinam emendas. Em tom crítico, o deputado afirma que é uma forma de concentrar esforços políticos em municípios mais populosos. Assim, conseguiria angariar mais votos na hora da reeleição.
Almeida afirma ser contrário ao orçamento impositivo para emendas individuais porque pode concentrar ainda mais os recursos em cidades onde há mais eleitores. "Se são usados como forma de barganha com o governo, que seja a barganha por pequenos valores. Se forem extintos, a barganha será por ministérios ou cargos na Petrobras ou Furnas."
Ele também se disse a favor da proposta da CNM para a extinção de emendas parlamentares e a substituição por um fundo de repasse proporcional ao tamanho do município, apesar de reconhecer que a proposta enfrentaria resistência no Congresso Nacional.
Já o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Luiz Sorvos (PDT), considera que a ausência de indicação de emendas parlamentares é fruto da falta de empenho dos prefeitos em conseguir relacionamento mais próximo com os deputados.
"Não estou criticando os prefeitos, mas eles têm que criar mecanismos para que o parlamentar tenha compromisso com o município", diz. Para ele, o apoio a vários deputados enfraquece a ligação com os parlamentares.
Sorvos diz ser a favor do orçamento impositivo, porque vai garantir a execução de todas as emendas aprovadas. Por outro lado, desacredita que a proposta da CNM passe na Câmara. "Isso tem que ser votado no parlamento, mas o próprio parlamentar se cacifa em cima das emendas e votaria contra seu próprio interesse", explica. (L.F.W.)

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