Balanço revela disparidade entre câmaras
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sábado, 08 de janeiro de 2011
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
O balanço financeiro de 2010 apresentado pelas duas principais câmaras de vereadores do Norte do Paraná revela uma disparidade em termos de economia entre ambas. Neste quesito, a Câmara de Maringá leva uma grande vantagem sobre o Legislativo londrinense. A Câmara de Maringá teve um orçamento de R$ 12,9 milhões em 2010; gastou R$ 9,5 milhões e ficou, portanto, com uma sobra de R$ 3,4 milhões. O montante, que representou uma economia de 26,3%, já foi devolvido à Prefeitura. A Câmara de Londrina, por sua vez, teve um orçamento de R$ 16,35 milhões; despesas de R$ 15,8 milhões e uma sobra de R$ 550 mil. A economia, em termos percentuais, foi de 3,4%. E a exemplo do que aconteceu no ano passado, o valor economizado não foi devolvido à Prefeitura, mas depositado em um fundo especial, criado por lei, para ser aplicado em reformas ou ampliação do prédio.
O controlador da Câmara de Londrina, Wagner Vicente Alves, diz que a comparação entre as duas Casas legislativas não pode ser tão simplista ''porque os parâmetros são diferentes''. A principal diferença é que, em função do número de habitantes, a Câmara de Londrina fica com 4,5% da receita própria arrecadada pelo município, enquanto em Maringá este índice é de 5%.
Em função do número de habitantes nas respectivas cidades, a Câmara de Maringá tem 15 vereadores e a de Londrina, 19. Considerando os valores gastos em cada Casa no ano passado, um vereador em Maringá custou R$ 636 mil, enquanto em Londrina custou R$ 831 mil, ou seja, 32% a mais.
De acordo com a prestação de contas do presidente da Câmara de Maringá, vereador Mário Hossokawa (PMDB), a economia se deve à uma série de medidas de austeridade adotadas ao longo do ano. Ele cita a redução de cargos comissionados e a contratação de funcionários por meio de concursos. A câmara adotou também um modelo transparente de licitação, com cotações feitas em pelo menos três estabelecimentos comerciais e sendo o vencedor quem oferece o menor preço para o produto ou serviço. Assim, a economia obtida na compra de materiais chegou a 40% em alguns casos. A Câmara de Maringá ainda executou várias reformas no prédio, inclusive para melhorar o acesso de pessoas com deficiência.


