Projetos alternativos para construção de casas populares de Londrina têm sido desenvolvidos por entidades de classe e até pela Igreja. No início deste mês, a Igreja Católica entregou a terceira casa do projeto ‘‘Onde Moras’’, uma iniciativa da própria igreja com apoio da Cáritas (órgão internacional da Igreja). O projeto quer construir 500 casas para famílias que vivem em condições miseráveis nas favelas.
As moradias são feitas com materiais reaproveitados de imóveis demolidos. O reaproveitamento é de 95% do material, de acordo com o engenheiro responsável, Maurício Tadeu Alves da Costa. Em troca, o beneficiado oferece mão-de-obra para demolição. O custo de cada moradia sai em torno de R$ 500,00.
A própria Cohab realizou na administração passada o projeto de desfavelamento ‘‘Morar Melhor’’, usando entulho da construção civil para fabricação de blocos.
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea) também desenvolve um projeto que busca soluções práticas e econômicas para atender a demanda das moradias populares. É o projeto ‘‘Casa Fácil’’, que funciona há quatro anos em Londrina através de uma parceria entre o Clube de Engenheria e Arquitetura de Londrina (Ceal), prefeitura, UEL e Cesulon.
O programa oferece projeto arquitetônico, orientação e acompanhamento técnico, além de isenção de todas as taxas e contribuições relativas ao município, órgãos estaduais e federais, ao dono de um terreno regularizado, cuja renda mensal não ultrapasse três salários mínimos. Nos últimos quatro anos, 200 mil metros quadrados foram construídos beneficiando 3.200 famílias. (P.Z.)

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