Curitiba - Não é só o credor que pode ser prejudicado pela baixa procura pelo bem em um leilão judicial O devedor também corre o risco de ter o bem leiloado, mas não conseguir quitar a dívida com o valor arrecadado ''Nesses casos outros bens podem vir a ser vendidos'', explica o advogado Manoel Caetano Ferreira Filho
O mecanismo dos leilões presenciais favorece quem quer negociar um preço menor É que quando o juiz convoca o certame, define duas datas para o bem ir a leilão Na primeira, o preço inicial é o definido pela avaliação Mas se não aparecerem interessados, o bem volta a leilão numa segunda data E dessa vez pode ser arrematado por qualquer preço, desde que não seja vil ''Não há definição de preço vil na legislação brasileira, então, depende muito do juiz'', explica Ferreira Filho Geralmente, diz o advogado, é considerado preço vil aquele que é inferior a 50% da avaliação O valor arrecadado no leilão tem que cobrir além do valor da dívida, também os gastos do credor com a realização do certame
Na semana passada um apartamento de 144 metros quadrados no Centro de Curitiba foi a leilão e acabou arrematado por R$ 1,1 mil o metro quadrado Para Julio Cesar Cattaneo - dono de duas franquias da Imobiliária Apolar - na região o metro quadrado é avaliado em até R$ 1,7 mil ''Quando o bem vai a leilão pode estar em mau estado de conservação e ter outras dívidas, o que faz cair o preço'' (RCF)

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