A notícia publicada pela FOLHA, no domingo, de que o governo estadual obteve autorização para "baixar" os R$ 360 milhões acumulados no Fundo para a Infância e Adolescência (FIA) nos últimos anos repercutiu ontem na sessão da Assembleia Legislativa (AL). O líder da bancada de oposição na Casa, Tadeu Veneri (PT), criticou a posição do governo em dizer que os projetos apresentados não foram aprovados porque estavam inconsistentes. "Isso não é verdade. Estes R$ 360 milhões não foram aplicados porque o governo não quis aprovar os projetos para ter um saldo. E para que este saldo pudesse ser repassado para o caixa único do Executivo", afirmou. Este montante é proveniente de repasses mensais de órgãos ligados ao Executivo, como o Departamento de Trânsito (Detran), e de doações de pessoas físicas e jurídicas, que podem deduzir parte do Imposto de Renda (IR) devido na fonte. Veneri ainda ressaltou que a oposição vai estudar as possibilidades jurídicas de reverter isso. "Os Centros de Socioeducação (Censes) do Paraná estão precisando de reformas, temos problemas com os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e em diversos tipos de atendimentos, mas me parece que o governo deixou de fazer esta leitura", completou Veneri.
O governo, no entanto, refuta a afirmação. "Na verdade o dinheiro do FIA é absolutamente garantido. Nós vamos utilizar os recursos do Fundo de Combate à Pobreza nas políticas de proteção à infância e à adolescência", destacou o líder do Executivo na AL, Luiz Claudio Romanelli (PMDB).

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