Arquivo FolhaTarefa espinhosaAzzolini: ‘Máquina eficiente, gerência financeira e melhores serviços para o contribuinte’O novo secretário geral da Prefeitura de Londrina, Gino Azzolini Neto, assume o cargo hoje com a ‘‘missão’’ - como ele definiu ontem - de executar uma ampla reforma administrativa na Prefeitura de Londrina. ‘‘Máquina mais eficiente, gerência financeira mais adequada e melhores serviços’’, adiantou Azzolini.
Ele pretende propor ao prefeito Antonio Belinati (PDT) a criação de um Programa de Demissões Voluntárias (PDV) para o funcionalismo. ‘‘Não sei se ele vai ou não encampar a idéia, mas não dá para falar em racionalização de recursos sem a modernização da máquina e redução de pessoal’’, argumentou. Ele toma posse hoje, às 16 horas, no gabinete do prefeito, em substituição a Kakunen Kyosen, atual auditor do município e presidente interino da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
‘‘Temos que ter a coragem de enfrentar desafios e adequar a administração para a prestação dos serviços essenciais como saúde e educação, além de ajudar na criação da infra-estrutura para o caminho da industrialização’’, explica. Ele disse ainda que pretende trabalhar na integração das secretarias, autarquias e setores da administração indireta. ‘‘Todos têm que estar comprometidos com esses propósitos, além, é claro, de aumentar a arrecadação, como já tem proposto a secretaria da Fazenda’’, pregou.
Azzolini é formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina, tem 46 anos, é procurador da Fazenda aposentado e trabalha atualmente na iniciativa privada como consultor nas áreas de administração e economia. Azzolini Neto já passou pelos governos de José Richa, Álvaro Dias e Roberto Requião.
Parceria A Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) e a Câmara de Vereadores formalizam hoje uma parceria para saber o que pensa a população de Londrina sobre a realização de uma reforma administrativa na prefeitura. A parceria resultará na execução de uma consulta pela Alvorada Pesquisa, que será entregue sábado ao prefeito Antonio Belinati (PDT). Anteontem, Belinati disse não descartar demissões.
‘‘A prefeitura chegou ao extremo de sua capacidade de endividamento. E o próprio prefeito precisou avalizar o empréstimo’’, analisa o presidente da ACIL, Abílio Medeiros. Ele defende o ‘enxugamento’ da máquina administrativa com demissões, redução de secretarias, terceirização de serviços, ampliação da jornada de trabalho dos servidores e parceria com a iniciativa privada. ‘‘Já passou do momento da prefeitura fazer a reforma’’, acredita.

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