Azzolini Neto é interrogado sobre desvio de R$ 1,7 milhão
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
De Londrina 
O ex-secretário de Governo de Londrina Gino Azzolini Neto negou ontem que tenha participado do esquema de corrupção durante a última administração do ex-prefeito (cassado) Antonio Belinati (sem partido). Ele foi interrogado ontem à tarde pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, na ação que apura o desvio de R$ 1,7 milhão da antiga Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, atual CMTU) e Autarquia Municipal do Ambiente (AMA).
Ao deixar o Fórum, o ex-secretário de Governo não quis dar entrevistas. Ele negou sistematicamente todos os fatos, até os mais insignificantes, disse o promotor da 4ª Vara Criminal, Sérgio Corrêa de Siqueira, que acompanhou o interrogatório. Segundo o Ministério Público (MP), Gino era um elo entre a prefeitura e os empresários Arion Cruz Santos e Solano da Ros, de Curitiba, também acusados de participação nas falcatruas. O desvio teria sido realizado através de licitações fraudulentas.
De acordo com Siqueira, Azzolini Neto negou essa ligação e disse ainda que assinou algumas licitações, porém não era ele quem autoriza os serviços. Na avaliação do promotor, o interrogatório não deixa de ser útil pois será confrontado com fatos, documentos e provas testemunhais e materiais.
Segundo o promotor, o ex-secretário disse ainda que Eduardo Alonso de Oliveira (ex-diretor-financeiro da Comurb) teria mentido ao acusá-lo de envolvimento com a roubalheira. Azzolini Neto também não responsabilizou Belinati pelo rombo na prefeitura.
O advogado de Azzolini Neto, Omar Baddauy, disse ainda que o ex-secretário já não ocupava efetivamente o cargo na época em que ocorreram os desvios relatados pelo MP disse ainda que seu cliente não conhecia os empresários de Curitiba. Segundo ele, Azzolini Neto foi chamado para trabalhar na Prefeitura de Londrina pela sua experiência profissional à frente de outros órgãos públicos, como a Copel.
O advogado também negou que um depósito de R$ 70 mil em uma das contas bancárias de Azzolini Neto teve origem no esquema fraudulento. Não é dinheiro público, foi uma conta particular movimentada como outra qualquer, ressaltou. (L.R.)


