O ex-secretário de Governo de Londrina Gino Azzolini Neto ainda não se apresentou à polícia. Ele e outros três réus, entre eles o ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), tiveram a prisão preventiva decretada quinta-feira, pela Justiça de Londrina. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público (MP) pelo desvio de R$ 270 mil da extinta Comurb (hoje CMTU), através de fraudes em licitações.
O advogado de Azzolini Neto, Omar Baddauy, disse que não sabe o paradeiro de seu cliente. ‘‘Quem está querendo saber onde ele está é a polícia, se eu soubesse não teria obrigação de dizer. Ainda não tivemos oportunidade de conversar’’, alegou. Baddauy disse que deverá impetrar esta semana o pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça no Paraná (TJ). ‘‘Não ocorreu nada que justificasse a prisão’’.
Essa é a segunda vez que Azzolini Neto tem a prisão decretada. No dia 4 de maio, o juiz Arquelau Ribas decretou a prisão de Belinati, Gino e outros cinco réus, pelo desvio de R$ 1,7 milhão da Comurb. Seis dias depois, os réus conseguiram o relaxamento das prisão através de liminares no TJ.
O promotor Cláudio Esteves, que investiga os desvios da prefeitura, disse em uma das entrevistas à Folha, que Azzolini Neto foi o elo entre a administração de Belinati e os empresários de Curitiba, envolvidos no escândalo. O MP acredita que o esquema de corrupção ocorreu logo após a venda de 45% das ações da Sercomtel para a Copel, que renderam ao município, R$ 186 milhões.
Na primeira ação civil propostas pelo MP, em 2000, os promotores afirmaram que ‘‘a condução de Gino ao cargo de secretário de Governo (de 6 de agosto de 97 a 4 de fevereiro de 99) reforçou o quadro de assessores do prefeito com participação nos ilícitos administrativos.’’
Em uma das seis denúncias criminais do caso AMA-Comurb, Azzolini Neto é acusado pelo MP de articular ‘‘as subtrações’’ de recursos públicos, fazendo contatos com diretores da Comurb. Ele também teria simulado a autorização das licitações fraudulentas, com data anterior aos pagamentos já efetuados.
Azzolini Neto já fez parte da diretoria da Copel e também trabalhou no governo do Estado. Segundo Baddauy, atualmente ele presta assessoria e consultoria a prefeituras.

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