A visita do presidente da CMTU, André Nadai, movimentou as galerias da Câmara. Os servidores e ex-servidores da empresa que fizeram as denúncias dividiram as galerias com outros que integram a Associação dos Funcionários da CMTU (AVM), que apareceram na Casa para dar apoio a Nadai. Cerca de 30 servidores, representando a AVM, apresentaram uma ''carta de repúdio'' à atitude dos colegas se trabalho.
O documento afirma que ''a situação posta (pelos funcionários e ex-funcionários) revela a insensibilidade, falta de companheirismo e sede de vingança daqueles que querem ver aflorar o desprezo pelo trabalho''. E acrescenta: ''As acusações feitas (...) na sessão do dia 13/10 não revelam fatos novos, muito menos a luta por justiça, por isso já está sendo feito através da Ação Civil Pública nº 175/10, em trâmite perante a 1 Vara do Trabalho de Londrina''.
Os autores das denúncias disseram que os representantes da AVM não fazem parte da mesma categoria de trabalho e que, possivelmente, a CMTU teria ''enviado'' os funcionários. ''Aqueles funcionários que vieram são, na sua grande maioria, do sistema viário. A informação é de que alguém da administração chegou até eles e falou que a nossa denúncia poderia reduzir o salário deles'', declarou o ex-funcionário da empresa Wilson Moraes, demitido, segundo ele, por ter se recusado a aceitar uma proposta de reajuste de carga horária proposta pela direção da CMTU.
Os funcionários e ex-funcionários afirmaram que vão continuar contestando a CMTU, até que a situação seja ''normalizada''. ''Eles negam, mas só quem está lá dentro sabe como essa perseguição é velada e afeta os trabalhadores. Queremos discutir e melhorar isso, para que nunca mais aconteça'', afirmou Moraes. (V.Z.)

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