Curitiba - Após gastar R$ 367 mil com o fretamento de uma aeronave nos últimos doze meses, a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná realizará uma nova licitação para o mesmo serviço após o carnaval. A diferença é que o modelo anunciado permite aos parlamentares viajar cinco vezes mais. No pregão anterior era um valor que fixava o teto das despesas (R$ 300 mil mais aditivos), mas dessa vez o número de horas de voo foi adotado como critério.
A licitação prevê a contratação de até 300 horas de voo, ao preço máximo de R$ 7.875,00 a unidade. Multiplicando os valores, sabe-se que a direção da AL estima gastar até R$ 2,3 milhões com o deslocamento dos parlamentares em agendas oficiais da Assembleia. Todos esses números foram divulgados pela própria instituição, num esforço para dar transparência ao processo, segundo o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB). ''São horas de voo para serem usadas numa eventualidade e que serão requisitadas com antecedência'', diz o político.
A questão é que, mesmo havendo diminuição do custo da hora de voo após a conclusão da licitação, a despesa indica seis vezes mais recursos públicos sendo gastos com o fretamento de aeronave para os deputados estaduais. No último ano, foram utilizadas 53 horas do contrato de fretamento ao custo de R$ 6,9 mil a hora (R$ 367 mil). Quem executa o contrato é a empresa Helisul Táxi Aéreo Ltda, acostumada a vencer licitações dessa categoria no poder público do Paraná.
Rossoni diz que a aeronave, com capacidade para sete deputados, só será usada em demandas específicas do Legislativo, considerando a incompatibilidade de horários e trechos disponíveis para que seus representantes se façam presentes em diferentes regiões do Estado. ''Nas hipóteses em que os voos comerciais se mostrem mais vantajosos, serão eles os escolhidos'', promete a Assembleia.

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