Avaliação pedida pela Copel é cancelada
Nas últimas semanas, Copel e Sercomtel até insistiram na contratação de uma consultoria para avaliação da telefônica mesmo em cenário desfavorável à estadualização. Ontem, contudo, a proposta foi enterrada pelo prefeito Nedson Micheleti (PT). O pedido fora feito ao acionista majoritário no mês passado, mas, conforme Nedson, não teria razão para continuar com o anúncio de que a estadualiação não vai mais ocorrer.
Em Londrina, na última sexta, o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, manifestara a intenção de que a consultoria - ainda em fase de elaboração do edital - fosse finalizada a fim de saber, basicamente, quanto tempo de vida a empresa ainda teria no mercado. Ao mesmo tempo, na ocasião, Ghilardi salientou que a avaliação seria uma forma de se traçar os planos para evitar uma possível quebra no futuro. O coordenador do grupo de trabalho que analisara o edital, Franciso Moreno, chegou a admitir que o serviço, feito normalmente por multinacionais, poderia custar próximo a R$ 600 mil - como o foi na época de venda dos 45% das ações à Copel, em 1998.
Ontem, Nedson voltou atrás: em caso de venda, medida do gênero deverá ser solicitada à parte, separadamente, pelos dois acionistas.
''A idéia era avaliar a empresa como um todo, com um preço único, a fim de levá-la a leilão. Mas a Copel entende que, se fizer alguma negociação de seus 45%, fará a análise conforme o interesse dela'', afirmou. ''Portanto, não tem cabimento também uma operação conjunta em uma despesa dessa, se não for utilizada depois'', completou. (J.G.)





