Brasília - Somente em dezembro de 2006, o governo conseguirá depurar todo o cadastro do programa Bolsa Família e manter as fraudes em índices baixos. A expectativa é da secretária de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rosani Cunha. ''Precisamos estabilizar os cadastros e os bancos de dados deste programa para sabermos qual o índice de irregularidades que o governo pode aceitar como razoável'', afirmou.
A limpeza dos cadastros não será um trabalho simples para a administração federal. A maior dificuldade, segundo Rosani, é o cruzamento entre os vários cadastros oficiais. O Poder Executivo pretende cruzar informações dos cadastros dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), os registros da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que mostra todos os trabalhadores contratados com carteira assinada, e o Número de Informações Sociais (NIS), onde são registrados es beneficiários de projetos sociais.
A secretária informou ainda que o Executivo não tem um índice de referência para as fraudes. Rosani afirmou que o Palácio do Planalto não espera um índice zero nas irregularidades dos bancos de dados sociais. Para conseguir tal excelência, o Planalto teria de fazer grandes investimentos na identificação dos pobres, o que destinaria muitos recursos para as atividades-meio e poderia comprometer o programa.
No caso da capital piauiense, de acordo com Rosani, a depuração do cadastro do Bolsa Família será feita em convênio com a prefeitura, que destinará os agentes comunitários de saúde para fazer uma revisão no registro. Além disso, um inquérito administrativo identificará, em dois meses, quais os servidores públicos municipais com direito a receber o Bolsa Família.

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