As autuações feitas pelas forças-tarefas da Corregedoria da Receita Estadual do Paraná a empresas envolvidas nas operações Publicano atingiram a cifra de
R$ 1.791.629.140,47. O montante se refere à sonegação de tributos estaduais, especialmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O valor foi divulgado pela assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), órgão ao qual se subordina a Receita, e inclui o imposto sonegado, multa e juros e se refere aos últimos cinco anos e não apenas o período objeto dos trabalhos originais de fiscalização efetuados pelos auditores fiscais investigados.
Ao todo, foram lavrados 525 autos de infração. Desde que a Publicano foi iniciada, em março de 2015, pelo núcleo de Londrina Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP), a Corregedoria da Receita criou as três forças-tarefas com o objetivo de revisar todos os procedimentos de fiscalização feitos por auditores acusados de corrupção nas empresas cujos donos também são acusados de corrupção e sonegação fiscal. Segundo a acusação do MP, os auditores corruptos deixavam de autuar empresas ou as autuavam em valores irrisórios em troca de propinas vultosas. De acordo com a assessoria, as forças-tarefas fazem os procedimentos de revisão da fiscalização em aproximadamente 350 empresas. O percentual de fiscalizações encerradas na força-tarefa um é de 97%; dois, de 87%; e a força-tarefa três, por ser a mais recente, encerrou 21% dos trabalhos.

É uma fraude que viola a lei e os procedimentos fiscais, sendo considerada um crime de acordo com a lei 4.729 (14/7/1965)

No último balanço parcial, divulgado em junho, o número de autuações era de 383 e o volume chegava a R$ 1,1 bilhão

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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