A Corregedoria-Geral da Receita Estadual do Paraná divulgou ontem mais um balanço parcial dos trabalhos de revisão de fiscalizações efetuadas nos últimos cinco anos em empresas suspeitas de envolvimento na Operação Publicano, deflagrada em março do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP), para apurar esquema de corrupção e sonegação fiscal.
Ao todo, as três forças-tarefas, criadas ao longo de 2015, fizeram 383 autuações que somam R$ 1.162.919.031,70, incluindo tributos não recolhidos (notadamente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias, ICMS), multas e juros. Em fevereiro, quando a Receita havia divulgado o último balanço, o montante de autuações era de R$ 915.498.564,34.
Mais da metade do total de autuações – R$ 613,1 milhões ou 52,73% – se refere a multas aplicadas em razão da sonegação e os juros chegam a 9,22% do total ou R$ 107,3 milhões. O imposto não recolhido perfaz o montante de R$ 442,4 milhões, o que corresponde a 38% do valor das autuações.
A Corregedoria informou ainda que a primeira força-tarefa, a mais antiga, criada em março do ano passado, é responsável pelo maior volume de autuações:
R$ 720,8 milhões; a segunda, instaurada em julho, após o Gaeco deflagrar a segunda fase da Operação Publicano, já lavrou R$ 303,4 milhões em autuações; e a terceira, com data de outubro, soma R$ 138,7 milhões em autuações.
A Operação Publicano já está na quinta fase. Quatro denúncias tramitam e oito ações por improbidade tramitam no Judiciário. São mais de 200 réus, sendo 71 auditores da Receita de Londrina, de cidades próximas e da alta cúpula, em Curitiba.

Imagem ilustrativa da imagem Autuações contra empresas da Publicano passam de R$ 1 bi
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