A enfermeira Regina Amâncio, autora da representação que culminou na Comissão Processante (CP) contra o vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, diz ter sido ameaçada de agressão na manhã deste domingo (15), por duas pessoas favoráveis ao parlamentar, durante a sessão legislativa que pode culminar na cassação do mandato dele. A ameaça ocorreu quando ela subiu às galerias para acompanhar os trâmites no Legislativo, próximo a apoiadores do parlamentar – não houve divisão do público. A enfermeira foi levada para outras dependências pela Guarda Civil Municipal.

Confira o vídeo, registrado pela rádio CBN Londrina:



O vereador é acusado de quebra de decoro parlamentar por fazer uma "vaquinha" virtual para pagar uma multa eleitoral de R$ 8 mil. A conclusão que consta no relatório da CP é que o vereador usou de inverdades para pedir dinheiro a eleitores: condenado pela Justiça Eleitoral por pedir votos em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) durante as eleições de 2016, Boca Aberta pediu o dinheiro argumentando que era punido por "defender a população".

Às 10h43, quase três horas após o início da sessão, ainda são lidos documentos que tentam afastar a suspeição de vereadores ou a nulidade do processo, conforme tentativa da defesa.

Anteriormente, a defesa de Boca Aberta tentou afastar do julgamento que pode cassar seu mandato na manhã deste domingo (15), vereadores com quem tem ou teve rixas. A argumentação está em mais de 200 páginas, que foram lidas a partir do início da sessão legislativa a pedido do advogado de defesa, Eduardo Duarte Ferreira. Entre os desafetos estão o relator da Comissão Processante (CP), Rony Alves (PTB), Vilson Bittencourt (PSB), Júnior Santos Rosa (PSD), Jamil Janene (PP) e Roberto Fu (PDT). A defesa do vereador já havia tentado, sem sucesso, trancar a CP na Justiça.

Ao chegar à sessão com mais de meia hora de atraso, Boca Aberta chegou cumprimentou todos os vereadores, menos Rony, Vilson e Júnior.



Vestido de branco, ele acompanha a sessão ao lado de seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira. Na sessão, serão lidas as mais de 500 páginas da investigação da Comissão Processante. O relatório final da CP, elaborado por Rony , aponta que o ato do investigado configura um procedimento incompatível com a conduta do parlamentar. Para haver a cassação, o relatório deve ser acatado por pelo menos 13 dos 19 vereadores.

De branco, Boca Aberta acompanha leitura de documentos em sessão de julgamento que pode cassar seu mandato
De branco, Boca Aberta acompanha leitura de documentos em sessão de julgamento que pode cassar seu mandato | Foto: Anderson Coelho/Grupo Folha



Boca Aberta foi condenado e multado pela Justiça Eleitoral por fazer campanha eleitoral em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Londrina. Porém, na internet, justificou que teria sido multado por "defender o povo". A enfermeira Regina Amâncio denunciou o vereador por estelionato à Justiça e é autora da representação que deu início à CP.

A sessão será transmitida on-line no site da Câmara.

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