Curitiba - A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o atentado contra o deputado estadual Homero Barbosa Neto (PDT), em Curitiba. Gilmar Ferreira de Aguiar, de 33 anos, preso desde o final de julho acusado de extorsão, confessou ser o autor dos disparos que atingiram o carro do parlamentar.
Aguiar afirmou ter sido contratado por um ex-presidiário de Apucarana para matar o deputado londrinense e que receberia R$ 20 mil pelo serviço. O delegado Stélio Machado, da Delegacia de Homicídios, falou à imprensa que uma pessoa importante de Apucarana teria sido a mandante do crime. Os nomes do ex-presidiário e do mandante só devem ser revelados por Aguiar no depoimento em juízo.
Na noite de 23 de julho, Aguiar disparou dois tiros contra o Astra de Barbosa Neto. O deputado chegava à sua residência no bairro Centro Cívico. Ele não ficou ferido, pois tinha se abaixado para pegar o toca-CDs. Acreditando ter matado Barbosa Neto, Aguiar fugiu do local do crime.
Como não recebeu o dinheiro pela morte do deputado, ele resolveu entrar em contato com o vereador curitibano Jorge Bernardi (PDT), pedindo R$ 3 mil para revelar os nomes dos mandantes. Aguiar acabou sendo preso por tentativa de extorsão por policiais civis que fizeram tocaia no momento em que ele receberia o dinheiro.

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