Segundo relato do assessor Wilson Prado, após perceber o grupo de homens suspeitos no comício, viu um deles puxar repentinamento um revólver e dar dois tiros – um para cima e outro no chão. Outro integrante do grupo teria se aproximado e dito ao que atirou: ‘‘Você está bandeiroso, o pessoal já notou.’’ Os seguranças, de acordo com o asessor, tentaram dominar o atirador, que correu com a arma na mão. Wilson, então, teria se jogado sobre ele, ‘‘porque havia várias crianças em volta.’’
Wilson diz que enquanto dava um chute na mão da pessoa armada, fazendo-a soltar o revólver, outro integrante do grupo deu um tiro no chão. Quando se levantou, Wilson observou dois homens: um com uma arma de ‘‘cano serrado’’ (possivelmente uma espingarda) e outro, que não consegue descrever com precisão, ‘‘com um revólver que parecia ser novo.’’ ‘‘Ele estava mirando em mim’’, afirmou.
Quando tentou correr, Wilson foi atingido no peito. Apesar da gravidade do ferimento, Wilson não chegou a ficar inconsciente, por isso, teria notado que uma bicicleta aproximou-se. ‘‘Alguém pulou na garupa, fugindo em alta velocidade’’, lembrou.
Wilson diz não poder garantir, mas suspeita que o homem que o atingiu foi o mesmo que subiu na moto. Ele afirma ainda ter certeza de que o autor do disparo não estava perto do revólver que havia caído no chão. Segundo ele, o autor do crime, além de ser ‘‘um homem forte, sem jeito de menor’’, demonstrava ‘‘estar bastante seguro de si.’’ Segundo ele, um menor certamente não demonstraria tanta tranquilidade, estando com uma arma na mão para atirar contra uma pessoa. (P.P.)

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